Auckland Museum

Taí um museu bom pra visitar. Bem variado, interativo, exposições bem criativas e bem feitas. Você encontra arte maori e européia, bichos marinhos, simulação de vulcão e terremoto (muito divertidooo!), aviões usados na Segunda Guerra Mundial e outras cacarecos que já esqueci. Bem, antes de chegar no museu você caminha por uns bosques massas..que se tivesse neve daria um bom videoclipe de folk ou heavy metal.museu aucklandMuito tr00

A arquitetura do museu é bem clássica, porém só no exterior..no interior tem coisas loucas tipo esta:museu auckland parada bizarraComeçamos pelo setor maori e passamos pelo europeu até chegar na parte do design. Olha uma cadeira Vermelha e Azul e uma Wassily gente :3design_aucklandDaaaaaaaí surgiu o fundo abismal do oceano. Assim de repente. A exposição contém vários animais em potes ç.ç, espumas formando cinemas, caranguejos gigantes com 1,2 m de comprimento, tubarões ❤ e alguns corais pra você brincar com realidade aumentada (para o desespero das crianças que aguardam na fila com olhos esbugalhados).lulinhaUma mili lula linda ❤tubarao_auckland_sharkO único tubarão branco que encontrarei na vida, se Odin quiser.

E surgiu a época jurássica ou algo semelhante!! Pra quem jogou Dino Crisis cof cof né Klaus cof por sabe lá quanto tempo, foi muito emocionante ver os primeiros fósseis dinossauristícos!! Tinha até um pterodáctil e emas. Sim, EMA com um fêmur gigantesco que deve ter o mesmo peso de uma moto. Se não acredita no tamanho, imagina eu no lugar do fêmur.  museu auckland klaus aprova seloO setor seguinte consiste em paradas vulcânicas com um simulador. Você entra numa salinha de estar com uma telona que imita uma janela. A televisão liga e toca o plantão da globo falando sobre o vulcão prestes a expelir todo o ódio destrutivo e magmático presente dentro dele. O chão treme, a televisão desliga, treme de novo e o vulcão emerge das profundezas MUAHAHAHAHA MORRAM HUMANOS formando um tsunami que destrói a casa, o país, a sua alma. Momentos depois a fumaça e a água some, revelando um céu pós apocalíptico vermelho sangrento e negro abismal e um cenário coberto por cinzas da morte. Aí você saí e vai pro setor da guerra, porque né, mais morte por vir.guerra museu aucklandO último andar do museu é dedicado aos kiwis que lutaram na Segunda Guerra e aos apetrechos usados, desde aviões e armas até trophies. Eu achei bem interessante, pois até aquele momento só tinha visto o outro lado da guerra em Berlin e só o lado alemão, destruição dos prédios, construção do muro e holocausto usw. Foi a primeira vez que vi medalhas nazistas de todos os formatos e tamanhos, bandeira, uniformes e fiquei chocada, porque nunca nunca me passou na cabeça que poderia ver essas peças expostas, que ainda existiria algum exemplar. Fotos de boa, mas itens…sei lá foi muito estranho sentir a força de um objeto ou símbolo. Estudei sobre isso na universidade, mas só agora vi na prática. Agora licença que vou lá ler Sinais e Símbolos do Frutiger embaixo das cobertas #mentiravonao

Tauranga e o vulcão

Tauranga é um dos lugares mais bonitos que conheci. Definitivamente.É a cidade mais populosa da ragião Bay of Plenty, situada no leste da ilha norte. E também mais baladinha que Takapuna u.utaurangaDecidimos ir pra lá por acaso. Apareceu a placa e fomos. Simples assim, sai do Condado e vira a direita ali. Fomos informadas pela pilota do Pierre que a vista é linda e que dá pra subir o Monte Monganoi, Munganui, algo assim… O certo: Maunganui!!!  Outro vulcão extinto ( até voltar para o Brasil faço uma lista de quantos subi!). Segundo a nossa amada Wikipedia a formação desse monte possibilita uma praia para porto (Pilot Bay) e uma praia oceânica ótima para surf mas também perigosa com partes rochosas cortantes e mortais MUAHAHA. Nosso objetivo era subir o monte e ver o pôr do sol de lá, porém decidimos brincar de atletas e contorná-lo antes. Vish.  Isso vai dar treta.tree taurangaAh se eu soubesse que seria tão cansativo tinha ficado por aqui mesmo.tauranga2Valeu a pena andar um monte: a vista compensa cada passo!tauranga3O monte é tipo um point da galera, tinha muita gente caminhando por ali em todas as direções. No caminho há várias conchas, muitas mesmo, deixam o chão branco em certos locais. Provavelmente estão ali há muito tempo, resultado de alguma era longínqua quando não havia ovelhas em todos os cantos kiwis. Uns 50 minutos depois, quando completamos a volta, começamos a subir pela ‘rampa natural’. O caminho hardcore com degraus intimou, mas deixamos quieto, quem sabe na próxima. Já estávamos esgotadas e quase no fim do caminho quando metade do grupo sentou no banquinho, vendo coelhinhos e o sol se pôr. Eu e a Marina não desistimos, fomos até o final. Em questão de três minutos PIMBA, o sol sumiu e não vimos nada, pois estávamos subindo um caminho tortuoso, cheio de sombras e árvores. -_- Mas chegamos lá!Maunganui*Eye of the tiger rolando no fundo PAN PAN PAN PAAAAAAAAN Risin’ up, back on the street…*sunset taurangado outro lado das árvores foi isso que aconteceu.

Meus joelhos tavam pedindo arrego “PELAMORDEDEUS VAI DORMIR MENINA”, cada passo era uma desgraça, cheguei manca no carro! E ainda tem mais km pela frente!

Próximo episódio de Apure guria: Será que a Angela sobreviverá a mais uma tragédia? Duas horas para chegar em Rotorua! O encontro maori retardado! HIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!

Diário de Bordo

Como não fiz nada no primeiro final de semana (só perdi um evento mega massa de um Sensei alemão ;.; ) resolvi sair de casa, mesmo com a previsão de chuva. 

O sábado amanheceu super lindo, prometendo sol, suor e câncer de pele. Esperei três horas para enviar a primeira mensagem para os meus novos amigos curitibanos/kiwis, pois estava me acostumando com a diferença de fuso horário. Beleza, tudo certo pra aventura! Comi uma banana rapidão e corri pro ponto de ônibus,  pois se bobeasse perderia não somente o busão, como também o ferry boat (como diria o pessoal de Mallet: féri bôte). Consegui desconto de estudante com o primeiro motorista, mas já não obtive sucesso com o segundo e tive que pagar o valor insatisfatório de 3.40 $NZD. (Em breve em post próximo à você: o sistema urbano piadista de Auckland! 😀 )  O tempo foi piorando conforme chegávamos perto de Devonport, o local de embarque. Vish, engrupição total do tempo.

Dois dos meus amigos já tinham comprado o ticket e acabei comprando também, porque né, sacanagem com eles, tadinhos.

Nosso destino: Rangitoto. Uma ilha vulcânica situada no golfo de Auckland, inativo ha 550 anos, com altura de 260 metros e forma característica, sendo reconhecido por qualquer um com olhos não míopes. Segundo a lenda e nossa amada Wikipedia, Rangitoto quer dizer Céu Sangrento em Maori (a língua dos nativos) e foi nesta ilha que um capitão importante perdeu uma batalha e morreu. Enfim, somente a título de curiosidade.

Silhueta identifícavel até por cães adestrados auxiliares de cegos
No feri bote
No ferry somos avisados que deveríamos ter comida e água suficiente para o tempo que pretendíamos ficar. Ou seja, ficamos sem almoço e lance da tarde. FUUUU Sorte que levei água e um sanduíche ma ruim, ruim … só de mastigar um pedaço ficava satisfeita pra não continuar comendo sapato.

Chegamos na ilha e seguimos o fluxo de pessoas. Aos poucos, elas sumiam da vista, só a trilha pela frente e algumas plaquinhas indicando a direção para o topo do vulcão. O engraçado é que o destino, direção e tempo para atingir o destino estão escritos nelas, porém sempre acrescente 10 minutos a mais pra não ficar na expectativa e decepcionado com a própria lerdeza. Demoramos mais de uma hora pra chegar no topo, ficamos lá por 5 minutos, tempo suficiente pra tirar uma foto juntos e apreciar a vista antes de chover. Thor resolveu passar o sábado nas terras kiwis, curtir uma cerveja com os maoris e o resultado: nos abrigamos num bunker!! Ja, Gott sei Dank! Um bunker da Segunda Guerra Mundial, cheio de goteiras e aberturas pra passar água, vento e frio.

 Cratera do vulcão
 Vista linda
Desafortunados lindos
Bunker decadente

Depois de meia hora (ou mais) resolvemos sair e descer até as cavernas de lava! wow! O nome prometia. Podíamos ter tropeçado e quebrado todos os dentes até chegar na maldita caverna, pois tudo estava muito liso, sem falar que não tinha nem como enxergar dentro, só havia trevas! As lanternas vieram bem a calhar nesse momento, obrigado por fabrica-las Nokia!!

Desistimos dessa vida vulcânica e voltamos ao ponto inicial em fantásticos 30 minutos. bem a tempo de pegar o ferry do meio dia. Mais uns três minutos de atraso e aí sim que minha alma ficaria encharcada. Para a minha infelicidade, descobri que havia água dentro da minha mochila e meus gadgets ficaram molhados! Né, porque afinal, quem que não leva um ipad pra subir um vulcão hein? Coisa mais normal. Sorte que ele estava bem protegidinho e não aconteceu nada, funcionando lindamente. Minha câmera e lanterna/ celular também estavam são e salvos, só uma secadinha aqui outra ali. Já não foi o caso do meu ipod, minha relíquia de 2006, com um giga do mais puro metal alemão e finlandês . Tantas alegrias e tristezas passei a seu lado meu nobre companheiro, amigo de todas as horas. Obrigada pelas músicas que você tocou repetitivamente sem reclamar e aguentar ate o ultimo suspiro de bateria. Não te esquecerei, espero que o japonês da lujinha te ressuscite com mais gigas de memória (pimp my ipod) e traga melodias ao meus ouvidos mais uma vez.