Busão do capiroto

De Ho Chi Minh city ou HCMC partimos em direção ao Camboja. Pegamos um esquema do hotel mesmo, um busão limousine (tá escrito assim mesmo na passagem) da empresa Mekong Express às sete da manhã pra chegar em Phnom Penh às três da tarde. Ganhamos água, bolachinha gostosa de coco e o conhecido lencinho umedecido para as mãos e tinha um adesivo de wifi, mas né, daonde, que migué internet no busão pfff….e não tinha mesmo! Visto de fora ninguém dá valor pro busão…visto de dentro também.

20131005-210324.jpgCortininhas anos cinquenta e novelinha cambojana na tv.

Chegamos na fronteira, carimbaram o passaporte e andamos mais um pouco para a imigração cambojana. Como pagamos cinco dólares a mais (só o visto custa 20 usd) a busomoça (a tiazinha do busão) resolveu todas as tretas, pagou umas propinas e ganhou uma comissão para colarem o visto na página do meu passaporte.

Paramos para almoçar num Sinuelo da vida e só tinha comida bizarra, mas parecia gostosa. Peguei um coco pois não estava com fome e sabe lá deus o por quê de meu estômago estar estranho. Acho que foi a água viva que comi no dia anterior XD (crocante por fora e líquida por dentro).

Para a minha surpresa, o busão realmente tem wifi, mas só dentro do território do reino do Camboja. Subiu da categoria reba para phynesse e lu$ho!!!!

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Saída do ferry. Detalhe para o porquinho em cima da moto e a felicidade do “tratorista” 20131005-211204.jpg
Maioria das paisagens aqui é assim. Chegamos no horário marcado em Phnom Penh.

Já a viagem de busão para Siem Reap foi um desastre. Saímos as sete da manhã e chegamos NOVE horas depois. Gente, a estrada estava muito esburacada por causa da chuva e era um lamaçal pra tudo quanto é lado, colocaram KARAOKE super alto na tv, tinha pelo menos sete crianças choronas junto com as mães, goteiras nas poltronas da frente e motos no bagageiro sujando todas as mochilas. Eu não sei o que era pior na programação: as músicas cambojanas, uma pseudocomédia com público tipo Silvio Santos (troca a Maisa por uma tiazona e mantêm a voz aguda e a pentelhice) ou um filme do Bruce Lee(!) dublado em cambojano estilo tela class/kung pow com legenda em inglês nada legível com as minhas dioptrias..ser míope sucks!!! Além do som alto da tv alguns espertinhos ligavam a música no celular sem fone de ouvido. Inter 2 feelings.

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O jeito é se conformar e colocar os fones de ouvido.

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As cortininhas permanecem. Tio secando o”porta mala”. Só faltou uma galinha viva nessa viagem, mas essa história fica para outro post.

No fim da viagem nos largaram em um buraco lamacento, sem civilização alguma nos arredores, só a visão esplêndida da beleza dos motoristas de Tuk Tuk desesperados pelo nossos doláres. Mas saímos vivos!!!!! Busão no Camboja nunca mais #fikdik

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Em um buraco no chão vivia uma guria…

opa, como assim, não era um hobbit? Hmmm, desta vez não.

Tudo começou com a minha paixão por Tolkien, seus livros e o desejo de conhecer a Nova Zelândia. Bem, o tempo chegou. A partir desde post contarei as minhas aventuras kiwis e não esperarei pra contar uma história e tanto somente quando voltar.

“É estranho, mas as coisas boas e os dias agradáveis são narrados depressa, e não há muito que ouvir sobre eles, enquanto as coisas desconfortáveis, palpitantes e até mesmo horríveis podem dar uma boa história e levar um bom tempo para contar.” (Tolkien, sempre com frases ideais para cada momento da vida).tumblr_inline_mph9v9ubJ71qz4rgp

Gente, que sufoco essas duas primeiras semanas. Tudo começou no aeroporto de Curitiba, dia 24 de abril. Choradeira até chegar em São Paulo e querer desistir dessa vida de intercâmbista e voltar pra casa. Desespero pra pegar a mala despachada que não chegava nunca, correr, correr, achar o guichê da LAN e pegar o próximo vôo para Santigo em uma hora. Beleza, consegui! Comidinha massa no avião, pousou lindamente e TARAN vôo cancelado para Auckland!! Motherofgod (calma gente ainda tem mais desastre pela frente).

A LAN ficou responsabilizada pela hospedagem, café da manhã e almoço. Até ai beleza, o problema é a fila que se formou na alfandega do aeroporto, seguida pela fila do busão para levar para o Hotel. Conheci outros loucos na fila e até brincamos sobre o Hotel que fica na frente do aeroporto, que acabaríamos ficando lá e tal. Passeamos pela cidade na madrugada, 2 da manhã, procurando hotel e com frio pra voltar pro ponto inicial. u.u Pelo menos vi que a cidade não era bem o que eu imaginava, é suja, pichada e meio obscura. Teria medo de andar nas ruas (pelo menos no centro).
Consegui um quarto duplo aconchegante no hotel, com chuveiro bem quentinho e INTERNET(Aleluia irmãos! Não existe Internet no aeroporto u.u) Outras pessoas conseguiram banheira e vista para as montanhas. É a vida.

Phynesse e ryqueza
Após o almoço, atravessamos a rua pra retirar o ticket no aeroporto. Sim, fila novamente, de uma hora. Fila pra passar pela alfandega, pra entrar avião e pra sentar. Peguei um lugar na janela, PERTO DA ASA que não dava pra ver nada e minha TV não funcionava, ficava verde nas partes escuras. Jesus. Ainda bem que uma alma bondosa (chamada Priscila) me emprestou a tv para assistir o Hobbit. Nada mais propício, né!
O segredo para aguentar as 14 HORAS de vôo é tomar muita água. Assim você levanta, faz umas amizades, estica as pernocas, rouba uma comida ali, outro suco lá das aeromoças. Dormir nem sempre é a melhor solução.
Beleza, chegamos em Auckland na sexta a noite (o previsto era chegar 17h antes)! Adiós para os chilenos, nunca mais quero ouvir castelhano por um bom tempo. Coitados de quem tinha outra cidade como destino, teve que dormir em outro hotel para pegar o vôo no dia seguinte. Enfim, o aeroporto de Auckland é bem divertido, tem paradas maoris e hobbitianas nos corredores, organizado e limpo.
 anões esculpidos em todos os lugares
arte maori!!
 “Bem vindo em um lugar onde a fantasia ganha vida”
Os kiwis da alfandega foram bem legais e atenciosos (ao contrário de outros lugares), sempre com sorriso no rosto. Saindo do aeroporto, peguei uma van-táxi chamada Super Shuttle, Paguei a fortuna de 48 $NZD para chegar na North Shore, pois estava muito cansada para pegar ônibus normal.As tragédias continuam.Fiquei em uma casa de família não muito acolhedora, que me desconsiderou e ignorou durante o sábado e a semana inteira (ou seja, fiquei em casa). Mostraram rapidamente o centro do bairro (Takapuna) a noite e no carro. A casa e as pessoas que nela moram possuem uma energia negativa, era só sair dela que tudo melhorava. O quarto era frio, a internet não funcionava direito e nem conseguia lavar o rosto na pia, pois a largura dela não ultrapassava 10 cm, ou seja, até pra lavar as mãos tinha que ser de revesgueio (lateral). Chorava toda manhã, quis pegar meu dinheiro de volta e ir embora desse lugar (fiz maior cena na escola na sexta, deu problema com o “suporte”, vish, muitas mudanças emocionais para uma guria só).
Na segunda começou meu curso. A escola é bem boa, professor também, mas o curso naaah. O que eu comprei era um curso mais difícil, não tão básico, claro, pois estava indo para um país desenvolvido, onde a educação é singular e superior a do Brasil. Doce ilusão. Vendedores sabem fazer o trabalho deles muito bem! Fica a dica: peça a matéria que será abordada no curso, não fique somente na opinião do vendedor e nem do que está escrito no site, onde tudo é maravilhoso. Reclamei da situação e o nível aumentou para a minha felicidade e desespero dos outros alunos. Também consegui trocar de família! yayApós tantas decepções (muitas ainda serão contadas aqui), estou feliz, não tanto, mas estou. Ainda preciso me adaptar aos preços altos e absurdos das coisas e ao estilo de vida kiwi. Mas pelo menos estou aqui! :3″O mundo não está nos seus livros e mapas. O mundo está lá fora!” (Tolkien, é óbvio)
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