Aikido BR – DE – NZ

É muito interessante como utilizamos o Aikido para se comunicar. Conversamos e conhecemos a pessoa por meio de suas pegadas, quedas e contra-ataques. Não interessa o idioma, a experiência ou o tamanho da pessoa, pois a linguagem é a mesma (com algumas variações, digamos sotaques) e sempre aprendemos alguma coisa (até mesmo alguma gíria). Quanto mais gente conhecer, mais rico e refinado se torna o Aikido.

Comecei a treinar no dojo Jikishin, pois vi que seminários com instrutores alemães eram realizados pelo grupo. Daí opa, meus olhinhos brilharam! Pesquisei um pouco mais, vi alguns vídeos e decidi conhecer. Para a minha sorte, o sensei responsável pelo dojo também é alemão (o nome dele não denuncia este fato). Ou seja: além de praticar Aikido, pude praticar o idioma! Yay, Super! Ele me acolheu de braços abertos e revelou-se uma ótima pessoa e amigo.

O Sensei Filip tem um método diferente de ensinar: uma combinação de como usar a gravidade a seu favor e manter seu corpo relaxado e protegido durante o ataque para efetuar uma resposta eficaz e correta. Alguns detalhes são percebidos somente quando você comete o erro (e quando vê foi pro chão, ou seja, se não for esperto não funciona = kaeshi waza). Mesmo em pouco tempo, pude aprender inúmeras coisas que, com certeza, já influenciam o meu estilo e maneira de pensar e treinar Aikido.

Sensei Filip durante a segunda parte do seminário em Tauranga

Também treinei Kenjutsu, bem diferente do estilo Aikiken que estava acostumada. Até a maneira de segurar a bokken muda (mais fechadinha) e o cumprimento uke-tori para iniciar a técnica. Foi um parto até conseguir fazer direitinho e acredito que poderia ter feito muito mais.71881_10151315747263732_305596623_nParticipei do seminário realizado em Tauranga (veja o vídeo!), no qual pude treinar com pessoal daqui, sem importações de outro continente, e ver qualé que é do Aikido kiwi. Posso dizer que tem muita gente legal e amigável e com técnicas boas, como esperado! Percebi também que realizam viagens para o Japão anualmente, uma vantagem de quem mora para estes lados (não que o Hombu Dojo esteja perto, ainda dá umas 11 horas de voo). Vish, tá “facio pra ninguém”1170830_10151648857568732_1794621426_n
Finalmente aprendi essa técnica… só que não XD1185899_10151648848633732_745794495_nPose pra foto tralaláP1030574Pessoal de Tauranga, Auckland, Taupo e Hamilton.

Treinar aqui foi uma ótima experiência.. Recomendo aos interessados contatar o sensei Filip por email ou telefone mesmo, ele é bem acessível e atencioso.

Vielen Dank für die wunderbare Erfahrung und die gute Freundschaft! Ich hoffe, dass wir uns bald treffen. Du und Jane seid in Brasilien herzlich willkommen! 😀

Não vejo a hora de compartilhar o que aprendi aqui quando voltar ao tatami curitibano.

Baía das Missões

O dia estava lindo, minha roupa secando no varal..larguei tudo e fomos para Mission Bay, um bairro de Auckland. Eita lugar bonito.mission bayLugar pra estacionar só lááááááá no fim. O fervo fica mais pra frente…Tem redes para vôlei, banquinhos e churrasqueira no parque. Ah se vendessem xixo por aqui! Dá pra andar de roller, skate, criquet (um bets meio inútil), fazer um piquenique, passear com os cachorros… Acho muito engraçado, pois os donos soltam os cachorros gigantescos, que metem o nariz na bunda dos outros e saem correndo pra água! Muito felizes, transbordando alegria no coração. Fico imaginando se não ficam com dor de ouvido depois ç.ç e se os donos lavam eles direito.  Ah, pra ter cão nas terras kiwis é necessário pagar uma taxa anual de 150 dólares em média. Cães perigosos e trues pagam 220, porque né, eles são muito mais lindos e legais do que esses peludinhos de por na bolsa. Aí seu bichinho fica identificado e você não o abandona pois se não paga multa. E ele não sai matando por aí.  Gatos não tem taxas, mas você não pode ter mais que cinco na casa, se não dá treta (como já é previsto) Enfim, divaguei bonito aqui. Ao contrário de Takapuna u.u, o comércio em Mission Bay fica próximo à praia, não precisa andar muito para comprar um sorvete ou comer algo em algum restaurante.gaivotas mission bay aucklandMuitas gaivotas pentelhas de olho no seu lanche. Conchas por tudo!cargueiro mission bay auckland Dafuq!! Um cargueiro super perto da praia indo em direção ao porto. Não importa quantas vezes eu veja, ainda acho bizarro.cavalo babao mission bay Saudades do cavalo babão de Curitiba.

Ensinei algumas técnicas de Aikido pra galera, rolei na grama e derrubei também. Aí instalamos o Slack line (sléque laine). Dona Wikipedia esclarece:
Slackline é uma fita elástica esticada entre dois pontos fixos, o que permite ao praticante andar e fazer manobras por cima. No nosso caso, as manobras são para baixo!! Cai umas três vezes no chão porque fiz correndo pra chegar do outro lado sem técnica alguma. Na teoria, tem que manter o pé viradinho pra frente, paralelo à fita. Nhé não deu muito certo, mas valeu a pena. Pelo menos cheguei do outro lado da fita. slack lineNa direita, slack line para os noobs.

A primeira vez que subi na fita estava chovendo, ventando e muito frio. Esse dia mereceu um carimbo na carteira da FUNAI. Mas pelo menos tínhamos um “estabilizador de equilíbrio”.DSC05807

Auckland Museum

Taí um museu bom pra visitar. Bem variado, interativo, exposições bem criativas e bem feitas. Você encontra arte maori e européia, bichos marinhos, simulação de vulcão e terremoto (muito divertidooo!), aviões usados na Segunda Guerra Mundial e outras cacarecos que já esqueci. Bem, antes de chegar no museu você caminha por uns bosques massas..que se tivesse neve daria um bom videoclipe de folk ou heavy metal.museu aucklandMuito tr00

A arquitetura do museu é bem clássica, porém só no exterior..no interior tem coisas loucas tipo esta:museu auckland parada bizarraComeçamos pelo setor maori e passamos pelo europeu até chegar na parte do design. Olha uma cadeira Vermelha e Azul e uma Wassily gente :3design_aucklandDaaaaaaaí surgiu o fundo abismal do oceano. Assim de repente. A exposição contém vários animais em potes ç.ç, espumas formando cinemas, caranguejos gigantes com 1,2 m de comprimento, tubarões ❤ e alguns corais pra você brincar com realidade aumentada (para o desespero das crianças que aguardam na fila com olhos esbugalhados).lulinhaUma mili lula linda ❤tubarao_auckland_sharkO único tubarão branco que encontrarei na vida, se Odin quiser.

E surgiu a época jurássica ou algo semelhante!! Pra quem jogou Dino Crisis cof cof né Klaus cof por sabe lá quanto tempo, foi muito emocionante ver os primeiros fósseis dinossauristícos!! Tinha até um pterodáctil e emas. Sim, EMA com um fêmur gigantesco que deve ter o mesmo peso de uma moto. Se não acredita no tamanho, imagina eu no lugar do fêmur.  museu auckland klaus aprova seloO setor seguinte consiste em paradas vulcânicas com um simulador. Você entra numa salinha de estar com uma telona que imita uma janela. A televisão liga e toca o plantão da globo falando sobre o vulcão prestes a expelir todo o ódio destrutivo e magmático presente dentro dele. O chão treme, a televisão desliga, treme de novo e o vulcão emerge das profundezas MUAHAHAHAHA MORRAM HUMANOS formando um tsunami que destrói a casa, o país, a sua alma. Momentos depois a fumaça e a água some, revelando um céu pós apocalíptico vermelho sangrento e negro abismal e um cenário coberto por cinzas da morte. Aí você saí e vai pro setor da guerra, porque né, mais morte por vir.guerra museu aucklandO último andar do museu é dedicado aos kiwis que lutaram na Segunda Guerra e aos apetrechos usados, desde aviões e armas até trophies. Eu achei bem interessante, pois até aquele momento só tinha visto o outro lado da guerra em Berlin e só o lado alemão, destruição dos prédios, construção do muro e holocausto usw. Foi a primeira vez que vi medalhas nazistas de todos os formatos e tamanhos, bandeira, uniformes e fiquei chocada, porque nunca nunca me passou na cabeça que poderia ver essas peças expostas, que ainda existiria algum exemplar. Fotos de boa, mas itens…sei lá foi muito estranho sentir a força de um objeto ou símbolo. Estudei sobre isso na universidade, mas só agora vi na prática. Agora licença que vou lá ler Sinais e Símbolos do Frutiger embaixo das cobertas #mentiravonao

Pastel e outras gordices

Como comentado no post anterior, reuni uma galera mais chegada para comer uns quitutes na minha casa. Estava com muita vontade de comer pastel (acho que desde junho :3) e como aqui non ecsiste, resolvi meter a mão na massa, a cara e a coragem também. Vamos à receita.

PASTERU / PASTEL

Tempo de preparo: 30min em diante
Rendimento: indeterminado

INGREDIENTES

1 kg de farinha de trigo (e muito mais pra por na mesa)
2 colheres de sopa de óleo
2 colheres de chá de sal
2 colheres de sopa de aguardente (como PINGA é artigo de lu$ho, coloquei vinagre mesmo)
Muito óleo para fritar
Água para dar ponto

Recheio:

1 kg de carne moída
3 ovos cozidos
2 cebolas
5 dentes de alho
1 colher de sopa de manteiga (aff nem vi que precisava u.u)
100 g de azeitona sem caroço (se você for RYCO)
Salsa e cebolinha
Sal
Pitada de pimenta do reino

Faça o recheio primeiro para esfriar de boa. Cozinhe os ovos. Frite a cebola e a carne e adicione o alho picado. Tempere com sal, pimenta e amor. Corte os ovos em pedacinhos e coloque a salsinha.

Em um recipiente coloque a farinha, o óleo, a aguardente / vinagre e o sal. Vai misturando com as mãos e adicionando água morna. Detalhe: a receita que segui não tinha a quantidade de água, então fui na fé. Não deu muito certo, então coloquei mais farinha…mas tipo, muito mais farinha até atingir o ponto certo. A massa não deve grudar na mesa, vai amassando com vontade e com amor. Caso tenha um amigo japonês, peça a sua colaboração para transmitir a tradição milenar de fazer pastel (“meu pastel é mais barato”). Caso não tenha essa alegria e destreza, amasse eternamente até atingir o ponto. Divida a massa em bolinhas e estique cada uma na mesa, recheie e feche. A produção aumenta se aplicar fordismo na parada: um amassa e faz as bolinhas, outro estica a massa, outro recheia, outro fecha e outro frita. Aí sim senti firmeza. Claro que a maioria só queria saber da etapa final: comer!! XD

O primeiro modelo saiu muito monstruoso..nesse momento senti minha esperança e meus sonhos sendo sugados por um dementador. Mas daí tentei mais umas três vezes e deu certo, pois descobrimos o método das bolinhas :3pastel gordices aniversario angela achievement guild warsOrgulho e amor no coração. De sobremesa: Pavlova (mencionada aqui), brigadeiros e brownie da Lu :3 E ainda ganhei achievement unlocked.

b-day

Domingo passado foi meu aniversário e decidi fazer um pub crawl!  Vamo lá na wikipedia portuguesa pois ora pois es muito mais engraçada

“Um pub crawl ou maratona de bares (conhecido em Portugal como rally-tascas) é o ato de visitar e ingerir bebidas alcoólicas em uma quantidade de bares em uma única noite com um grupo de amigos. É supostamente chamada de “rastejada” pelo fato das pessoas literalmente rastejarem de um bar ao outro após ficarem bêbados após algumas rodadas nos primeiros bares. De acordo com o dicionário de Inglês Oxford, o termo (incluindo variações como gin crawling e beer crawilng) tem sido utilizado desde o final do século XIX. Os bares escolhidos para a rota podem ser selecionados de acordo com um tema”

O que não aconteceu: rastejada, porque os bares escolhidos tinham o seguinte tema em comum: cobravam entrada. Troféu jóinha. Tem uma empresa que faz pubcrawl aqui em AKL, mas me pareceu muito vagabundo pelas fotos e decidi não gastar os 25 dólares em bar vazio (e muita gente não gostaria de ter esse gasto também). Enfim, o planejado era andar aleatoriamente, sem rumo, sem lenço e com documento, pois se não mostrar na entrada pro senhor segurança você não entra em lugar algum e ainda fazem um double check em casacos caso você seja usuário de turbante.

O roteiro foi esse:pubcrawlO Provedor foi o ponto de encontro, pois quase todos os BR vão lá e já conhecem. provedor_auckland_bar_nzDali fomos para a versão kiwi do Soviet, o Lenin. Muito bom, meio baladinha, se entrar até as 23h não paga ingresso. Tem uns degraus onde você pode dançar com mais espaço e enxergar um monte de periguete. E ainda ganhei uma tequila de aniversário free do barman. 140% de aprovação do Putin. tequila_lenin_auckland_barlenin__auckland_barFomos para o Roxy e região onde todos todos os bares cobram entrada de 10 pila pra cima. OH GOD WHY. Como todas as bebidas custam isso dentro do bar e o dobro em reais, precisamos de outra solução. Porém paramos no BK pra comer alguma coisa rápida e nada saudável.

Por alguma razão parei de tirar fotos aqui. E é sério, não estou escondendo fotos por causa de micos ou coisa assim. Foi lapso de memória mesmo.

O próximo bar era o Jett, mas já na entrada vimos uns maoris gigantes e muito mal encarados (mas as meninas  ganhavam, gente, muito medo, se olhar torto é capaz que te joguem no chão e espanquem com o salto). E ainda ameaçam o cara que checa a identidade na entrada “sou maori e blabla tenho direitos e amigos e sou blogueira da capricho”. Corremos para o QF Tavern.. tinha gente bonita, gente que dançava bem (tinha uma encarnação do MJ lá), gente sem noção. Foi divertido. Recomendo 😀

Daí o bolo chegou. Sim um bolo “surpresa” dos indianos. Segundo a minha fonte fiel direta da India, Karin T., é comum indiano levar bolo no aniversário, meter a mãozona e passar no rosto do aniversariante. Ainda bem que estes tem noção do perigo e não fizeram isso. cake_papelao__auckland_barFaca e pratinho improvisados com papelão ._auckland_bar  Eles tem bom coração, só são estranhos as vezes (80% do tempo).

Continuando o roteiro, o Waterfront fica ali do ladinho, é bem frequentado por outros indianos e desta vez cobravam entrada. Fomos para o Snapdragon que estava lotado e até tiraram gente do segundo andar pra não ter perigo de desabar. Tocou música dos meus tempos de lan e CS, pura nostalgia. Gostei. Fomos para casa na chuva (dentro do carro, valeu Lu :D) porque o dia seguinte prometia pastel :D. A receita fica pro próximo post.

Primeira ida ao centro e Chromacon

Preparem sua carteira e cartão de crédito, pois vamos ao centro!! Yay! Porque metade do dinheiro  vai só na passagem de ida e volta -_- Esplêndidos 9 NZD$ são gastos nisso. Ah saudades dos vermelhões curitibanos ❤ O segredo para não “gastar” é abolir a conversão dólar-real. Sim, bem difícil de ser realizada, muitas vezes é necessário lobotomia.Enfim, domingo passado visitei o Aotea Centre, situado no centro de Auckland. Um espaço para música, teatro, literatura, cinema e AGAQUÊS!! wii Pra quem não sabe, sou apaixonada por HQs, graphic novels, ilustrações, tirinhas, tudo que tenha traços e cor! O evento se chama Chromacon e reuniu vários ilustradores, roteiristas e artistas kiwis. Gostei bastante do que eu vi, principalmente destes: Erika PearceNick Blazey Paul ShipperKieran RynhartGregor CzaykowsJesca Marisca. Dêem uma olhada no trabalho deles!

 Aotea Centre na direita e algum prédio importante administrativo da cidade na esq
 Algumas coisas bizarras que gostaria de ter na minha casa
Lhamas lindas
Se eu fosse ryca eu comprava tudo!!! Owl really?!

Não contente com isso tudo, comprei o livro do evento! Cada página é um trabalho de um ilustrador e tem bônus,, pois nem todos estão listados no site. Valeu cada centavo 😀 Lembrar do evento só com cartões de visita não dá.Continuando a caminhada, o centro é bem diferente, 80% das lojas são asiáticas e 70% das pessoas andando na rua também. Não é a toa que os kiwis preferem se esconder nos bairros, favorecendo o comércio local e o trânsito. A Queen Street é a principal, mais badalada, quase uma XV se tivesse os ‘petit pavet’ da discórdia e palhaços de rua demoníacos. Não tem muita coisa diferente pra ver, nada que realmente chame a atenção e ou que seja barato. As paralelas são bem mais interessantes (em breve, num post próximo a você!)No fim da Queen tem o mar e a rua Quay (lë-se ki).ou Rua Cais.

Barquinho!

Nessa rua tem uns barzinhos,uns prédios massas, um bar de gelo e uma churrascaria. QUEEE Uma churrascaria? Sim, senhor. Pagando meros 30 NZD$ vc ganha feijoada, arroz, salada, farofa, batata frita e carne. Vish.QUEE Um bar de gelo!! Gente, eu não pago pra entrar num lugar e passar frio, mesmo que na entrada distribuam casacos. Tchau!

Churrascaria Fogo Selvagem.Ui. Pelo preço posso ir na do Batel e comer eternamente.

Diário de Bordo

Como não fiz nada no primeiro final de semana (só perdi um evento mega massa de um Sensei alemão ;.; ) resolvi sair de casa, mesmo com a previsão de chuva. 

O sábado amanheceu super lindo, prometendo sol, suor e câncer de pele. Esperei três horas para enviar a primeira mensagem para os meus novos amigos curitibanos/kiwis, pois estava me acostumando com a diferença de fuso horário. Beleza, tudo certo pra aventura! Comi uma banana rapidão e corri pro ponto de ônibus,  pois se bobeasse perderia não somente o busão, como também o ferry boat (como diria o pessoal de Mallet: féri bôte). Consegui desconto de estudante com o primeiro motorista, mas já não obtive sucesso com o segundo e tive que pagar o valor insatisfatório de 3.40 $NZD. (Em breve em post próximo à você: o sistema urbano piadista de Auckland! 😀 )  O tempo foi piorando conforme chegávamos perto de Devonport, o local de embarque. Vish, engrupição total do tempo.

Dois dos meus amigos já tinham comprado o ticket e acabei comprando também, porque né, sacanagem com eles, tadinhos.

Nosso destino: Rangitoto. Uma ilha vulcânica situada no golfo de Auckland, inativo ha 550 anos, com altura de 260 metros e forma característica, sendo reconhecido por qualquer um com olhos não míopes. Segundo a lenda e nossa amada Wikipedia, Rangitoto quer dizer Céu Sangrento em Maori (a língua dos nativos) e foi nesta ilha que um capitão importante perdeu uma batalha e morreu. Enfim, somente a título de curiosidade.

Silhueta identifícavel até por cães adestrados auxiliares de cegos
No feri bote
No ferry somos avisados que deveríamos ter comida e água suficiente para o tempo que pretendíamos ficar. Ou seja, ficamos sem almoço e lance da tarde. FUUUU Sorte que levei água e um sanduíche ma ruim, ruim … só de mastigar um pedaço ficava satisfeita pra não continuar comendo sapato.

Chegamos na ilha e seguimos o fluxo de pessoas. Aos poucos, elas sumiam da vista, só a trilha pela frente e algumas plaquinhas indicando a direção para o topo do vulcão. O engraçado é que o destino, direção e tempo para atingir o destino estão escritos nelas, porém sempre acrescente 10 minutos a mais pra não ficar na expectativa e decepcionado com a própria lerdeza. Demoramos mais de uma hora pra chegar no topo, ficamos lá por 5 minutos, tempo suficiente pra tirar uma foto juntos e apreciar a vista antes de chover. Thor resolveu passar o sábado nas terras kiwis, curtir uma cerveja com os maoris e o resultado: nos abrigamos num bunker!! Ja, Gott sei Dank! Um bunker da Segunda Guerra Mundial, cheio de goteiras e aberturas pra passar água, vento e frio.

 Cratera do vulcão
 Vista linda
Desafortunados lindos
Bunker decadente

Depois de meia hora (ou mais) resolvemos sair e descer até as cavernas de lava! wow! O nome prometia. Podíamos ter tropeçado e quebrado todos os dentes até chegar na maldita caverna, pois tudo estava muito liso, sem falar que não tinha nem como enxergar dentro, só havia trevas! As lanternas vieram bem a calhar nesse momento, obrigado por fabrica-las Nokia!!

Desistimos dessa vida vulcânica e voltamos ao ponto inicial em fantásticos 30 minutos. bem a tempo de pegar o ferry do meio dia. Mais uns três minutos de atraso e aí sim que minha alma ficaria encharcada. Para a minha infelicidade, descobri que havia água dentro da minha mochila e meus gadgets ficaram molhados! Né, porque afinal, quem que não leva um ipad pra subir um vulcão hein? Coisa mais normal. Sorte que ele estava bem protegidinho e não aconteceu nada, funcionando lindamente. Minha câmera e lanterna/ celular também estavam são e salvos, só uma secadinha aqui outra ali. Já não foi o caso do meu ipod, minha relíquia de 2006, com um giga do mais puro metal alemão e finlandês . Tantas alegrias e tristezas passei a seu lado meu nobre companheiro, amigo de todas as horas. Obrigada pelas músicas que você tocou repetitivamente sem reclamar e aguentar ate o ultimo suspiro de bateria. Não te esquecerei, espero que o japonês da lujinha te ressuscite com mais gigas de memória (pimp my ipod) e traga melodias ao meus ouvidos mais uma vez.

Em um buraco no chão vivia uma guria…

opa, como assim, não era um hobbit? Hmmm, desta vez não.

Tudo começou com a minha paixão por Tolkien, seus livros e o desejo de conhecer a Nova Zelândia. Bem, o tempo chegou. A partir desde post contarei as minhas aventuras kiwis e não esperarei pra contar uma história e tanto somente quando voltar.

“É estranho, mas as coisas boas e os dias agradáveis são narrados depressa, e não há muito que ouvir sobre eles, enquanto as coisas desconfortáveis, palpitantes e até mesmo horríveis podem dar uma boa história e levar um bom tempo para contar.” (Tolkien, sempre com frases ideais para cada momento da vida).tumblr_inline_mph9v9ubJ71qz4rgp

Gente, que sufoco essas duas primeiras semanas. Tudo começou no aeroporto de Curitiba, dia 24 de abril. Choradeira até chegar em São Paulo e querer desistir dessa vida de intercâmbista e voltar pra casa. Desespero pra pegar a mala despachada que não chegava nunca, correr, correr, achar o guichê da LAN e pegar o próximo vôo para Santigo em uma hora. Beleza, consegui! Comidinha massa no avião, pousou lindamente e TARAN vôo cancelado para Auckland!! Motherofgod (calma gente ainda tem mais desastre pela frente).

A LAN ficou responsabilizada pela hospedagem, café da manhã e almoço. Até ai beleza, o problema é a fila que se formou na alfandega do aeroporto, seguida pela fila do busão para levar para o Hotel. Conheci outros loucos na fila e até brincamos sobre o Hotel que fica na frente do aeroporto, que acabaríamos ficando lá e tal. Passeamos pela cidade na madrugada, 2 da manhã, procurando hotel e com frio pra voltar pro ponto inicial. u.u Pelo menos vi que a cidade não era bem o que eu imaginava, é suja, pichada e meio obscura. Teria medo de andar nas ruas (pelo menos no centro).
Consegui um quarto duplo aconchegante no hotel, com chuveiro bem quentinho e INTERNET(Aleluia irmãos! Não existe Internet no aeroporto u.u) Outras pessoas conseguiram banheira e vista para as montanhas. É a vida.

Phynesse e ryqueza
Após o almoço, atravessamos a rua pra retirar o ticket no aeroporto. Sim, fila novamente, de uma hora. Fila pra passar pela alfandega, pra entrar avião e pra sentar. Peguei um lugar na janela, PERTO DA ASA que não dava pra ver nada e minha TV não funcionava, ficava verde nas partes escuras. Jesus. Ainda bem que uma alma bondosa (chamada Priscila) me emprestou a tv para assistir o Hobbit. Nada mais propício, né!
O segredo para aguentar as 14 HORAS de vôo é tomar muita água. Assim você levanta, faz umas amizades, estica as pernocas, rouba uma comida ali, outro suco lá das aeromoças. Dormir nem sempre é a melhor solução.
Beleza, chegamos em Auckland na sexta a noite (o previsto era chegar 17h antes)! Adiós para os chilenos, nunca mais quero ouvir castelhano por um bom tempo. Coitados de quem tinha outra cidade como destino, teve que dormir em outro hotel para pegar o vôo no dia seguinte. Enfim, o aeroporto de Auckland é bem divertido, tem paradas maoris e hobbitianas nos corredores, organizado e limpo.
 anões esculpidos em todos os lugares
arte maori!!
 “Bem vindo em um lugar onde a fantasia ganha vida”
Os kiwis da alfandega foram bem legais e atenciosos (ao contrário de outros lugares), sempre com sorriso no rosto. Saindo do aeroporto, peguei uma van-táxi chamada Super Shuttle, Paguei a fortuna de 48 $NZD para chegar na North Shore, pois estava muito cansada para pegar ônibus normal.As tragédias continuam.Fiquei em uma casa de família não muito acolhedora, que me desconsiderou e ignorou durante o sábado e a semana inteira (ou seja, fiquei em casa). Mostraram rapidamente o centro do bairro (Takapuna) a noite e no carro. A casa e as pessoas que nela moram possuem uma energia negativa, era só sair dela que tudo melhorava. O quarto era frio, a internet não funcionava direito e nem conseguia lavar o rosto na pia, pois a largura dela não ultrapassava 10 cm, ou seja, até pra lavar as mãos tinha que ser de revesgueio (lateral). Chorava toda manhã, quis pegar meu dinheiro de volta e ir embora desse lugar (fiz maior cena na escola na sexta, deu problema com o “suporte”, vish, muitas mudanças emocionais para uma guria só).
Na segunda começou meu curso. A escola é bem boa, professor também, mas o curso naaah. O que eu comprei era um curso mais difícil, não tão básico, claro, pois estava indo para um país desenvolvido, onde a educação é singular e superior a do Brasil. Doce ilusão. Vendedores sabem fazer o trabalho deles muito bem! Fica a dica: peça a matéria que será abordada no curso, não fique somente na opinião do vendedor e nem do que está escrito no site, onde tudo é maravilhoso. Reclamei da situação e o nível aumentou para a minha felicidade e desespero dos outros alunos. Também consegui trocar de família! yayApós tantas decepções (muitas ainda serão contadas aqui), estou feliz, não tanto, mas estou. Ainda preciso me adaptar aos preços altos e absurdos das coisas e ao estilo de vida kiwi. Mas pelo menos estou aqui! :3″O mundo não está nos seus livros e mapas. O mundo está lá fora!” (Tolkien, é óbvio)
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