Finalmente Chch

Chegamos na Igreja de Cristo minha gente!! Depois de tantos km e apuros visitamos a cidade pós terremoto, com suas lujinhas- containers, jardins e obras, muitas obras. Desde o terremoto de 2011 ainda estão em obras eternas. Pra você ver que não é todo país ~desenvolvido~ que se recupera em uma semana, só o Japão supremo. Não tivemos muito tempo em Christchurch (ou só Chch), passamos algumas horas um pouco antes do voo (que quase perdemos) mas já foi suficiente for a lifetime. christchurchFoto que resume a cidade.christchurch_muralPra não deixar tão deprimente a cidade, fizeram murais com pedacinhos plásticos grudados nas grades. Efeito bem interessante, maaaaaaaaas ainda continua deprimente.christchurch_lujinhaAcredito que mesmo se reconstruírem o centro da cidade não vão retirar as lojas containers, agora já incluídas nos roteiros turísticos. Pense bem antes de incluir no seu roteiro.christchurchfoodPraça de alimentação com gaivotas (e você achando que POMBA enche o saco). christchurch2Praça da igreja e monumento Cálice representando 42 plantas nativas kiwis.christchurch_catedralCatedral da cidade parcialmente destruída pelo terremoto de magnitude 7,1.(9 em diante é apocalíptico). Realizaram uma votação entre os moradores para decidir a nova arquitetura da casa de Deus e escolheram um modelo bem moderninho, não querem reconstruir um igual. Chega de viver no passado!gnomo platinadoUm gnomo platinado, porque ele merece um lugar neste relato.

christchurch_dislexiaEscultura na frente da casa da dislexia com bancos que falam. CORRAM PARA AS COLINAS. Só escultores doidos por aqui.christchurch bizarraEntramos no jardim botânico e demos de cara com essa escultu- cofcof bizarrice. Funciona da seguinte forma: a criança de boné serelepe gira uma manivela que mexe com algum mecanismo, o qual jorra água em alguns rostos que giram enquanto um cara com olhos vendados no lago procura por algo. Agora imagina um som estridente de metal no fundo. Isso ai, nada terrorífico, durma bem minha criança.christchurchsequoiaSequoia! ❤  Não tenho certeza qual delas foi plantada para celebrar o casamento de dois holandeses importantes. Agora o por quê foi plantada ali já não sei, só pra agradar visita mesmo.christchurchwoodcoat E pra terminar este relato ~fiel~ de Chch u.u fica uma jaqueta de madeira para apreciação. tchau o/

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A longa jornada operária

Desde que chegay aqui tenho procurado empregos, trampos, bicos. Fiz cinco, CINCO versões diferentes do meu currículo e atualmente estou com uma versão massa para design e afins e outra de pedreiro (tira tudo importante e deixa as experiências mais rebas). Enviei CV pra todas as empresas que apareceram na busca nos confins do Google, isto inclui todas até a página 18 aproximadamente. Odin, Shinigami e até Carmen Sandiego receberam uma cópia também. Ou seja: estava desesperada pra trabalhar como designer, pois quero porquequero sair daqui com uma experiência kiwi na área!! Mesmo que seja impossível! ruaaaargh

Procurei nos sites seek.co.nz e trademe.co.nz ofertas de designer, garçonete, segurança, atendente de loja, além das oportunidades enviadas pela escola. Ninguém me quis até aparecer duas entrevistas. Uma num hotel muito phynesse e outra numa Kalunga da vida láááá no centro da cidade.
No hotel: entrevista super rápida, preencher uns papéis até o cara chegar, ler meu currículo e me perguntar pq queria trabalhar no hotel e como atendente. Ou seja, sai de lá sabendo que não iria ser contratada por ser overqualified.
Meu erro: ter colocado a pós nesse CV.
Na lujinha: gente, imagina um lugar menor que o primeiro andar da JZ (aquela mini gráfica perto do cefetão), quente, quente. Nossa quis sair dali no minuto que entrei, mas o capitalismo comanda nossas vidas, então fui. O cara não entendeu q só posso trabalhar 20h e que PRECISA de TRES MESES pra ensinar alguém a mexer nas máquinas. Meh.
Meu erro: não ter feito uma carta destacando o TRABALHO MEIO PERÍODO em comic sans, vermelho com borda amarela, piscante, corpo 72.
Depois disso, enviei mais CVs online até conhecer uns malucos casca grossa mas gente fina que sabem como arranjar um emprego.”Sai distribuindo cópia nos restaurantes em Takapuna (o bairro badalado onde estudo)”. Imprimi a versão 5 e vamos lá. Choveu, fui pra casa. 😀 Faço isso semana que vem. Me cadastrei em alguns sites de freelance jobs e enviei umas propostas pra pessoas daqui. Dois dias depois recebi uma mensagem, enviei alguns exemplos do meu digníssimo trabalho e consegui uma entrevista. Conseguiiii!! HALLELUIJA! Erguei as mãos pra ajudar o GOKUUU /O/!!
genki-dama goku
Depois de tanto suor, kms percorridos de lama, chuvas e chuvas, finalmente consegui meu lugar ao sol do capitalismo. Dá licença que vou estender minha toalha na areia aqui moço.
Algumas dicas importantes em relação à emprego em Auckland (pode ser que em outras cidades seja diferente)
_Sim, a NZ gosta de receber TURISTAS, oportunidades de emprego são complicadas, até mesmo as mais simples, pois tem muito kiwi, indiano e asiático disputando a vaga. Provavelmente nós das terras tupiniquins temos algumas vantagens. Consegui emprego porque uma brasileira fez uma boa imagem de nós mesmos em relação à eficiência, comprometimento e qualidade. Obrigada moça! Façam o favor de passar essa imagem também.
_Kiwis não gostam muito de contratar não kiwis, mas negam esse fato se comentar algo com eles.
_Vagas de hospitalidade dependem da estação. Agora é inverno, então corre pra ilha sul, ver alguma neve, passar frio, tomar leitE quentE.
_Faça o CV para a vaga: educações superiores são abolidas, pois a maioria dos kiwis tem uma mentalidade meio “fazendeira” (de acordo com meu professor): pós gradução é pra ryco e pessoas metidas e que “vão definitivamente tomar seu emprego, então corte o mal pela raiz”. Vai entender. Não tem educação gratuita superior aqui, mas posso estar errada. Acho que no máximo são bolsas para espertos pra Uni.
_Não se sujeite a trabalhar por menos de 13,75 por hora. Esse é o salário mínimo, se for menos, vai pagar caro pra trabalhar, pois tudo aqui é caro (ônibus, comida, casa, tudo).
_O ritmo dos kiwis é beeeeeeeeeeeem mais sossegado. Trabalham bem menos e muitas vezes são relaxados (segundo meu futuro chefe). Se for ver a relação custo x ganho sai caro também! eita! Então fique esperto pra mostrar eficiência!
Agora falta resolver a burocracia contratual. Mas isso fica pra terça, pois aqui é aniversário/feriado da rainha na segunda e vou aproveitar o feriado viajando.
Editado seis meses depois:
Assinei o contrato, enviei pro cara. Fim. Não recebi nenhum projeto,não ganhei nada, perdi meu tempo total. O otário não teve nem a decência e profissionalismo de cancelar, só cessou contato “We don’t have any new project yet” Sendo que tinha milhões na entrevista. Certeza que achou outra pessoa mais “baratera”. Malditos fazendeiros que acham uma mini empresa a top do mundo. Fico feliz de ter acontecido isso, vai saber se eu receberia meu dinheirinho suado no futuro. Abraço pro gaitero, abraço pra NZ, abraço pra toda esse jeito de ser totalmente errado, adeus, até nunca mais.

Chuva & livros

O mundo no futuro acordou gelado. Em alguns lugares nevou, em outros caiu granizo (pequeninhos, nada comparado â Primeira Grande Chuva de Granizo Portouniãovitoriense de 2003). e alguns lugares choveu. E é claro que choveu em Auckland. A previsão é chuva eterna até a primavera. Uma pena que deixei minhas botinhas koreanas estilosas anti chuva na casa de alguém (se encontrar uma dessas na sua casa, por favor me comunique).

Para a minha alegria e comodidade, meu guarda chuva quebrou misteriosamente. Provável que colocaram um balde de roupa em cima dele no tanque, mas o caso deve ser estudado mais a fundo. Meu companheiro, quase irmão e guardião vermelho com bolinhas brancas partiu desta para um mundo ensolarado. Me protegeu de ladrões, de chuvas erradas (malditas que chovem pra cima) e ventos ululantes. Que Odin veja você planando livremente por Asgard.

guarda chuva vermelho bolinha branca

Em chuvas passadas visitei a Biblioteca Pública de Auckland. Achei por acaso na verdade, pois vi um prédio grande e um piano na frente. Daí meu instinto cultural acordou e OPA! Chega mais que ali deve ser interessante. E realmente o piano tava disponível para todos e é claro que toquei umas notinhas, porque né, meu lado pianista só está hibernando.
Primeira coisa que procurei foi armário pra por a mochila, pfff  ninguém rouba livro por aqui, então pode entrar com mochila susse. A biblioteca tem muitos muitos lugares pra estudar/ler/ouvir/dormir, desde banquinhos a colchões mega confortáveis e tem de tudo, partituras, revista de fofocas até concept art de jogos (Mass Effect marcando presença). Carpet gostosinho nos três andares e escada rolante.
biblioteca auckland
Maoris estão em todo lugar!
Aparentemente é bem fácil se cadastrar e emprestar as coisas, mas como ainda não sabia do esquema do comprovante de residência não fiz a carteirinha ainda.
Se você andar um pouco mais na região vai encontrar alguns campi perdidos da AUT e o  campus principal da Universidade de Auckland. Ela é bem conceituada e referência no país dos kiwis,porém, como toda coisa aqui, é paga. As bolsas são destinadas aos maoris, kiwis e certos asiáticos.
AUT University
A estrutura da universidade é bem grande, diferente e moderna. Os banheiros são lindos e espaçosos, nada de peleia com outras meninas nas horas importantes. A biblioteca é bem organizadinha e cheia de asiáticos. Não entrei nas salas de aula porque não tinha óleo de peroba na hora, mas passei pela enfermaria e vi que tinha uma fila de meninas. WTF descobri que tem consulta dentro da Uni! Agora se é grátis, é outra história. Nos pátios tem algumas cantinas, desde a naturais, porcarias fast food até chinesa tretada, mas garanto que pão de queijo e atendente sem troco só no Cefetão mesmo.
Cantina AUT
Alguns sofazinhos na frente da cantina. Degustar um dogão aí é sussa!
Nada de livro por hoje, fico com meu tablet, obrigada.

Diário de Bordo

Como não fiz nada no primeiro final de semana (só perdi um evento mega massa de um Sensei alemão ;.; ) resolvi sair de casa, mesmo com a previsão de chuva. 

O sábado amanheceu super lindo, prometendo sol, suor e câncer de pele. Esperei três horas para enviar a primeira mensagem para os meus novos amigos curitibanos/kiwis, pois estava me acostumando com a diferença de fuso horário. Beleza, tudo certo pra aventura! Comi uma banana rapidão e corri pro ponto de ônibus,  pois se bobeasse perderia não somente o busão, como também o ferry boat (como diria o pessoal de Mallet: féri bôte). Consegui desconto de estudante com o primeiro motorista, mas já não obtive sucesso com o segundo e tive que pagar o valor insatisfatório de 3.40 $NZD. (Em breve em post próximo à você: o sistema urbano piadista de Auckland! 😀 )  O tempo foi piorando conforme chegávamos perto de Devonport, o local de embarque. Vish, engrupição total do tempo.

Dois dos meus amigos já tinham comprado o ticket e acabei comprando também, porque né, sacanagem com eles, tadinhos.

Nosso destino: Rangitoto. Uma ilha vulcânica situada no golfo de Auckland, inativo ha 550 anos, com altura de 260 metros e forma característica, sendo reconhecido por qualquer um com olhos não míopes. Segundo a lenda e nossa amada Wikipedia, Rangitoto quer dizer Céu Sangrento em Maori (a língua dos nativos) e foi nesta ilha que um capitão importante perdeu uma batalha e morreu. Enfim, somente a título de curiosidade.

Silhueta identifícavel até por cães adestrados auxiliares de cegos
No feri bote
No ferry somos avisados que deveríamos ter comida e água suficiente para o tempo que pretendíamos ficar. Ou seja, ficamos sem almoço e lance da tarde. FUUUU Sorte que levei água e um sanduíche ma ruim, ruim … só de mastigar um pedaço ficava satisfeita pra não continuar comendo sapato.

Chegamos na ilha e seguimos o fluxo de pessoas. Aos poucos, elas sumiam da vista, só a trilha pela frente e algumas plaquinhas indicando a direção para o topo do vulcão. O engraçado é que o destino, direção e tempo para atingir o destino estão escritos nelas, porém sempre acrescente 10 minutos a mais pra não ficar na expectativa e decepcionado com a própria lerdeza. Demoramos mais de uma hora pra chegar no topo, ficamos lá por 5 minutos, tempo suficiente pra tirar uma foto juntos e apreciar a vista antes de chover. Thor resolveu passar o sábado nas terras kiwis, curtir uma cerveja com os maoris e o resultado: nos abrigamos num bunker!! Ja, Gott sei Dank! Um bunker da Segunda Guerra Mundial, cheio de goteiras e aberturas pra passar água, vento e frio.

 Cratera do vulcão
 Vista linda
Desafortunados lindos
Bunker decadente

Depois de meia hora (ou mais) resolvemos sair e descer até as cavernas de lava! wow! O nome prometia. Podíamos ter tropeçado e quebrado todos os dentes até chegar na maldita caverna, pois tudo estava muito liso, sem falar que não tinha nem como enxergar dentro, só havia trevas! As lanternas vieram bem a calhar nesse momento, obrigado por fabrica-las Nokia!!

Desistimos dessa vida vulcânica e voltamos ao ponto inicial em fantásticos 30 minutos. bem a tempo de pegar o ferry do meio dia. Mais uns três minutos de atraso e aí sim que minha alma ficaria encharcada. Para a minha infelicidade, descobri que havia água dentro da minha mochila e meus gadgets ficaram molhados! Né, porque afinal, quem que não leva um ipad pra subir um vulcão hein? Coisa mais normal. Sorte que ele estava bem protegidinho e não aconteceu nada, funcionando lindamente. Minha câmera e lanterna/ celular também estavam são e salvos, só uma secadinha aqui outra ali. Já não foi o caso do meu ipod, minha relíquia de 2006, com um giga do mais puro metal alemão e finlandês . Tantas alegrias e tristezas passei a seu lado meu nobre companheiro, amigo de todas as horas. Obrigada pelas músicas que você tocou repetitivamente sem reclamar e aguentar ate o ultimo suspiro de bateria. Não te esquecerei, espero que o japonês da lujinha te ressuscite com mais gigas de memória (pimp my ipod) e traga melodias ao meus ouvidos mais uma vez.

Em um buraco no chão vivia uma guria…

opa, como assim, não era um hobbit? Hmmm, desta vez não.

Tudo começou com a minha paixão por Tolkien, seus livros e o desejo de conhecer a Nova Zelândia. Bem, o tempo chegou. A partir desde post contarei as minhas aventuras kiwis e não esperarei pra contar uma história e tanto somente quando voltar.

“É estranho, mas as coisas boas e os dias agradáveis são narrados depressa, e não há muito que ouvir sobre eles, enquanto as coisas desconfortáveis, palpitantes e até mesmo horríveis podem dar uma boa história e levar um bom tempo para contar.” (Tolkien, sempre com frases ideais para cada momento da vida).tumblr_inline_mph9v9ubJ71qz4rgp

Gente, que sufoco essas duas primeiras semanas. Tudo começou no aeroporto de Curitiba, dia 24 de abril. Choradeira até chegar em São Paulo e querer desistir dessa vida de intercâmbista e voltar pra casa. Desespero pra pegar a mala despachada que não chegava nunca, correr, correr, achar o guichê da LAN e pegar o próximo vôo para Santigo em uma hora. Beleza, consegui! Comidinha massa no avião, pousou lindamente e TARAN vôo cancelado para Auckland!! Motherofgod (calma gente ainda tem mais desastre pela frente).

A LAN ficou responsabilizada pela hospedagem, café da manhã e almoço. Até ai beleza, o problema é a fila que se formou na alfandega do aeroporto, seguida pela fila do busão para levar para o Hotel. Conheci outros loucos na fila e até brincamos sobre o Hotel que fica na frente do aeroporto, que acabaríamos ficando lá e tal. Passeamos pela cidade na madrugada, 2 da manhã, procurando hotel e com frio pra voltar pro ponto inicial. u.u Pelo menos vi que a cidade não era bem o que eu imaginava, é suja, pichada e meio obscura. Teria medo de andar nas ruas (pelo menos no centro).
Consegui um quarto duplo aconchegante no hotel, com chuveiro bem quentinho e INTERNET(Aleluia irmãos! Não existe Internet no aeroporto u.u) Outras pessoas conseguiram banheira e vista para as montanhas. É a vida.

Phynesse e ryqueza
Após o almoço, atravessamos a rua pra retirar o ticket no aeroporto. Sim, fila novamente, de uma hora. Fila pra passar pela alfandega, pra entrar avião e pra sentar. Peguei um lugar na janela, PERTO DA ASA que não dava pra ver nada e minha TV não funcionava, ficava verde nas partes escuras. Jesus. Ainda bem que uma alma bondosa (chamada Priscila) me emprestou a tv para assistir o Hobbit. Nada mais propício, né!
O segredo para aguentar as 14 HORAS de vôo é tomar muita água. Assim você levanta, faz umas amizades, estica as pernocas, rouba uma comida ali, outro suco lá das aeromoças. Dormir nem sempre é a melhor solução.
Beleza, chegamos em Auckland na sexta a noite (o previsto era chegar 17h antes)! Adiós para os chilenos, nunca mais quero ouvir castelhano por um bom tempo. Coitados de quem tinha outra cidade como destino, teve que dormir em outro hotel para pegar o vôo no dia seguinte. Enfim, o aeroporto de Auckland é bem divertido, tem paradas maoris e hobbitianas nos corredores, organizado e limpo.
 anões esculpidos em todos os lugares
arte maori!!
 “Bem vindo em um lugar onde a fantasia ganha vida”
Os kiwis da alfandega foram bem legais e atenciosos (ao contrário de outros lugares), sempre com sorriso no rosto. Saindo do aeroporto, peguei uma van-táxi chamada Super Shuttle, Paguei a fortuna de 48 $NZD para chegar na North Shore, pois estava muito cansada para pegar ônibus normal.As tragédias continuam.Fiquei em uma casa de família não muito acolhedora, que me desconsiderou e ignorou durante o sábado e a semana inteira (ou seja, fiquei em casa). Mostraram rapidamente o centro do bairro (Takapuna) a noite e no carro. A casa e as pessoas que nela moram possuem uma energia negativa, era só sair dela que tudo melhorava. O quarto era frio, a internet não funcionava direito e nem conseguia lavar o rosto na pia, pois a largura dela não ultrapassava 10 cm, ou seja, até pra lavar as mãos tinha que ser de revesgueio (lateral). Chorava toda manhã, quis pegar meu dinheiro de volta e ir embora desse lugar (fiz maior cena na escola na sexta, deu problema com o “suporte”, vish, muitas mudanças emocionais para uma guria só).
Na segunda começou meu curso. A escola é bem boa, professor também, mas o curso naaah. O que eu comprei era um curso mais difícil, não tão básico, claro, pois estava indo para um país desenvolvido, onde a educação é singular e superior a do Brasil. Doce ilusão. Vendedores sabem fazer o trabalho deles muito bem! Fica a dica: peça a matéria que será abordada no curso, não fique somente na opinião do vendedor e nem do que está escrito no site, onde tudo é maravilhoso. Reclamei da situação e o nível aumentou para a minha felicidade e desespero dos outros alunos. Também consegui trocar de família! yayApós tantas decepções (muitas ainda serão contadas aqui), estou feliz, não tanto, mas estou. Ainda preciso me adaptar aos preços altos e absurdos das coisas e ao estilo de vida kiwi. Mas pelo menos estou aqui! :3″O mundo não está nos seus livros e mapas. O mundo está lá fora!” (Tolkien, é óbvio)
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