Hoi An no coração

Hoi An é uma cidade pequena na região central do Vietnã. Para chegar lá pegamos o ônibus estiloso, lu$ho e phynesse por quatro dólares que demorou três horas (parando uns 20 min para o café) para chegar ao destino.busao hoi an vietnaSim, esse é o fundo do busão: camas no segundo andar (!!!!) e ar condicionado.

Hoi An quer dizer “lugar de encontro tranquilo” e historicamente, a cidade se chamava Faifo, que soa muito mais divertida que o nome atual para falar a verdade. Há séculos amém, a região era ponto de venda de especiarias e acúmulo de ryqueza. Hoje várias lujinhas vendem bolsas, lanternas, esculturas e outros cacarecos para a tristeza da minha carteira (aliás, comprei uma nova aqui!). Também existe a possibilidade de você mandar fazer um vestido/terno sob medida: fazem qualquer modelo com o tecido e a cor que quiser para o dia seguinte! Um normalzinho sai por 20 USD. Maaaas se barganhar, conversar, fingir que vai embora ou comprar mais de uma peça/cacareco economiza algumas verdinhas. Eles pegam a calculadora, digitam o preço e pedem pra você digitar o quanto deseja pagar. E assim vai. Digite a metade e vai negociando.lanternas lamps hoi anQueria levar umas quarenta lanternas dessa pra casa ;.;hoi an streetEssa rua só está vazia porque saimos do centrinho entupido de turistas. Aqui as lujinhas são mais baratas e para chegar é só atravessar a ponte japonesa na mocagem (na verdade não sei se tinha que pagar entrada, simplesmente passamos por ela ahueahe).bolsas mil hoi an Muitas bolsas lindas! escultor hoi an As pessoas são super acolhedoras, amor no coração!! No início, pensei que estavam sendo amigáveis porque queriam vender, mas nem sempre é assim. Gostam de conversar, passar a mão no braço (principalmente se for branquela que nem eu, acham muito bonito pele assim) e dependendo do negócio, ganha um abraço no final!guia local lokonaFoi o que aconteceu aqui! Nenhuma mãe em sã consciência deixaria o filho nos meus braços! Ele quase chorou ;.; Mas enfim, realizamos um tour planejado por duas estudantes locais e voluntárias do programa Hoi An Free Tours: elas praticam o inglês e a profissão e não cobram nada por isso, pois se divertem e fazem amigos. Experimentamos esse tipo de programa em outras cidades e posso dizer que as gurias são muito loque, dorgas total, diversão garantida do início ao fim! Recomendo.

Fomos de bicicleta até a balsa para chegar em uma ilha onde tem uma comunidade mais carente, vimos como fazem o macarrão de arroz, barcos, esculturas e tapetes.fazendo macarraoEspalham a massa de arroz (trituram o arroz milhares de vezes até virar um “leite”) em um tecido esticado na panela  e deixam cozinhar por uns minutinhos. Tiram e deixam esfriar antes de cortar em tirinhas. tecelagemUsam tapetes como tapetes ou juntam vários para dormir. 

Fato interessante: ao lado dessa casa estavam comemorando um casamento com música bem alta e ainda por cima: karaoke!!! Vish. O fervo é o mesmo em qualquer lugar: bebedeira, gente pagando mico e comida boa!

E obviamente compramos os famosos chapéus cônicos!! Partiu Mortal Kombat!!hoi an hats

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Halong bay

A baía de Halong é composta por mais de duas mil ilhas de calcário gigantescas. Diz as lenda que sugiram quando um dragão emergiu das águas para defender a região contra invasores e seus barquinhos.image Compramos um pacote oferecido pelo hostel: ida e volta de van (aproximadamente três h cada), passeio de barco e almoço por 35 doláres. O nome da empresa é AST travel, o barco não tá caindo aos pedaços, o guia foi divertido e falava inglês bem claro e a comida é relativamente boa!
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O barco faz uma pausa próxima a uma vila flutuante, onde os pescadores e suas famílias moram. Aqui você pode passear de caiaque ou barquinho por meia antes de continuar a viagem.imageNo final do percurso visitmos as cavernas Thien Cung, bem grande e cheia de luzes. o guia nos mostrou varias formas nas estalactites e para visualizar algumas, você deve ter uma imaginação muito fértil ou estar nas dorgas.67010_625544664134543_382873620_n

O retorno foi meio congestionado, porque todo mundo acaba o tour na mesma hora e a estrada é esburacada. Leve um travesseirinho para por na cabeça para não se machucar a cada buraco!!

Em Hanoi. Amém.

Para entrar no Vietnã é necessário visto. Há duas opções: mandar a papelada pra embaixada no BR ooou comprar uma carta em um site aleatório, pagar com paypal e ver se funciona quando chegar no país. Optei pelo segundo método, pois estava na NZ e foi tudo tranquilo!  http://www.vietnamvisapro.com/ site bizarro, mas funciona!! Desça as escadas do aeroporto e vá para o lado esquerdo, onde tem uma placa gigantesca escrita visa upon arrival (se for para o outro lado, terá que voltar). Só entregar a carta e o passaporte, assinar o formulário, esperar o cara colar seu passaporte na janela, entregar a foto e pimba, passar pela imigração.  Fazem muito terrorismo desnecessário. aduana muita calma nessa hora!!!

Nossa primeira aventura: pegar o busão para o centro,  pois a maioria dos taxis e vans tem esquema para cobrar mais. Trocamos alguns dólares por dongs e pagamos 7 mil dongs (30 cents)  a viagem de uma hora com o busão 7 até o centro (old quarter) de Hanoi. O ponto de ônibus é reconhecido por uma placa amarela gigante.20130928-232833.jpg

O trânsito no Vietnã é muito caótico: quase sempre andam na contramão, atravessam na frente dos outros, buzinam para tudo, levam até quatro pessoas na garupa (crianças)…Apesar dessa zona, todo mundo é tranquilo, se respeitam e não causam acidentes. Não socam a buzina com raiva como muita gente no Brasil e saem xingando ou dando tiro por aí. Para atravessar a rua é só rezar e andar de olhos fechados sem parar que o pessoal desvia!

20130928-232816.jpgSaímos a noite para passear e foi muito gostoso: brisa, chinelo e calor. Quase como andar na praia a noite! Só que não tinha uns McMaloqueiros com música alta. toda cidade a noite é mais bonita!!20130928-232824.jpg

Escalas asiáticas

Gente, a NZ fica muito longe de qualquer lugar, como que pode isso. Como me sinto após um voo de onze horas sem phynesse alguma. after flightPassagem barateza dá nisso. Saímos de Auckland as 10 horas da manhã e chegamos em Singapura as 17h. Fuck Logic. Preenchemos o formulário para entrar no país, porque pegamos outra empresa para voar o trecho seguinte.

O aeroporto de Cingapura é fenomenal, muito moderno, lindo, acolhedor e com muitas flores! Jardins com orquídeas, girassóis e carpas!! Tirei uma foto de cada flor (isso demorou muito tempo u.u). A internet é liberada e funciona decentemente. #fikdiknz
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Ainda bem que pegamos os voos com um tempo considerável entre um e outro, se não o desespero tomaria conta de mim e ficaria na vontade de fazer isto:
connection flight

O próximo vôo foi para Kuala Lumpur, Malásia, pela Malaysian Airlines. O avião é bem irado, tem uns leds azuis que dá a impressão de mais espaço. As aeromoças vestem um uniforme bem bonito e servem as coisas em bandejas, como suco e amendoim. Usamos a mesma empresa para chegar no Vietnã no dia seguinte.

O aeroporto de Kuala Lumpur é meio sem graça se comparado com o de Singapura. Dormir no aeroporto foi tranquilo, arranjamos uns sofás, colocamos as mochilas embaixo das pernas e dormimos. Claro que não foi um sono muito bom, mas melhor que dormir em cadeira por exemplo. Tinha uns quatro sofás e mais algumas poltronas em volta de uma televisão que só passava três notícias: Angela Merkel wins, atentado no Quenia e tufão Usagi, o qual passou por Hong Kong e poderia dar treta no norte do Vietnã, ou seja, bem para onde estávamos indo. Felizmente não deu.

O voo foi tranquilo, serviram arroz cozido com coco (!) e molho um pouco apimentado com camarão e peixe. Chegamos em nosso destino depois de duas horas.

Como apaguei a foto correta u.u, imaginem muitos muitos campos de arroz no lugar desse rio. 😀
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Mochilão Ásia Begins

E aqui começa uma nova aventura FORA da Nova Zelândia, porque afinal…the shire cant handle me
Sairemos de Auckland neste domingo em direção ao Vietnã e dali só nosso roteiro sabe pra onde ir. Segue uma prévia do que vocês lerão neste blog (data da chegada em cada país, porque se detalhar tudo certinho deixa de ser surpresa).mochilao asia mapa

22/09 Vietnã
03/10 Camboja
09/10 Tailândia
21/10 Malásia
28/10 Indonésia
02/11 Cingapura
09/11 Nova Zelândia
12/11 BRASIL ❤

E você me pergunta: mas meodeos não vale a pena ficar ai e para não gastar mais dinheiro? Nah, é mais vantajoso conhecer coisas novas, lugares lindos e comer coisas deliciosas (ou não) do que ficar aqui e gastar mais. True story. A parte mais dolorida: passagem aérea (em alguns trechos). As noites em hostel saem $4 e aqui $20 (em um quarto muito reba) por exemplo. Sem falar na compra dos cacarecos para a parentada e amigos.

Botaremos em prática nossos conhecimentos com mapas, direções e negociação, além do instinto brasileiro de sobrevivência e experiência em terceiro mundo. Vish.

Tentarei atualizar o blog quando for possível (quando não estiver #morta de cansada e com acesso a internet), porque afinal terei tempo no trem para escrever (ou não).

cachorro maos
Abraço pra quem fica e que as tretas comecem!

#PARTIUTRETA

Ah!! Gostaram da nova capa do blog? Muitas mensagens subliminares! Comentaí! XDtumblr_m6llgfozmb1rnruje
Minha reação ao ler comentários. #fikdik

Impressões kiwis parte final

21. Aqui tem lei seca, mas também tem uma lei do “motorista da vez”. O bar é obrigado por lei a dar suco ou alguma coisa não alcoólica para o motorista da vez, só chegar no balcão, mostrar as caras dos bêbados para o barman saber quem é quem. 

22. Respeite os limites de velocidade quando estiver dirigindo na estrada, pois você leva multa de verdade. Conheço muita gente que passou 10% da velocidade e recebeu a cartinha em casa depois (até demos share no valor).

23. Fique esperto onde estacionar, muitos lugares são absurdamente caros no centro. Melhor ir de busão.

24. As kiwis não se vestem bem. Segundo o Primo (um amigo que mora comigo) elas usam a cortina como vestido e vão pra rua 😀

plastic flowers gaga

25. Tem muitos tipos de cerveja de gengibre aqui! Na verdade chamam de cerveja mas não é alcoólico, é GENGIBIRRA mesmo.

26. O sotaque kiwi é pseudobritânico, mas não abrem tanto a boca para falar e o som do E fica bem pra dentro. Em vez de yés, é yês.

27. NUNCA NUNCA COMA VEGEMITE. É a “nutella” amarga do capiroto!!!! Ela te engana com a cremosidade! Ignorei o meu instinto nasal e  comi pensando que seria doce. RIP paladar. Never again.britney-spears-patrick-gif

28. Comem kiwi com colher. Não comem abacate com açúcar. Acham bizarro banana amassada com nescau.

29.O custo de vida é alto bagarai aqui. Tudo sai caro…luz, água, aluguel, comida, transporte, roupa. Mas isso também depende muito do seu estilo de vida e de onde você vem, por exemplo, se é paulista não deve ser tudo tão caro pra você assim 😀

30. Temperam carneiro com farelo de pão. Não preciso nem escrever a minha indignação sobre este fato.

Bem, este foi o último post sobre a Nova Zelândia. Meu tempo na terra média acabou.

Mas a aventura termina por aqui? Nope.namarie

Aikido BR – DE – NZ

É muito interessante como utilizamos o Aikido para se comunicar. Conversamos e conhecemos a pessoa por meio de suas pegadas, quedas e contra-ataques. Não interessa o idioma, a experiência ou o tamanho da pessoa, pois a linguagem é a mesma (com algumas variações, digamos sotaques) e sempre aprendemos alguma coisa (até mesmo alguma gíria). Quanto mais gente conhecer, mais rico e refinado se torna o Aikido.

Comecei a treinar no dojo Jikishin, pois vi que seminários com instrutores alemães eram realizados pelo grupo. Daí opa, meus olhinhos brilharam! Pesquisei um pouco mais, vi alguns vídeos e decidi conhecer. Para a minha sorte, o sensei responsável pelo dojo também é alemão (o nome dele não denuncia este fato). Ou seja: além de praticar Aikido, pude praticar o idioma! Yay, Super! Ele me acolheu de braços abertos e revelou-se uma ótima pessoa e amigo.

O Sensei Filip tem um método diferente de ensinar: uma combinação de como usar a gravidade a seu favor e manter seu corpo relaxado e protegido durante o ataque para efetuar uma resposta eficaz e correta. Alguns detalhes são percebidos somente quando você comete o erro (e quando vê foi pro chão, ou seja, se não for esperto não funciona = kaeshi waza). Mesmo em pouco tempo, pude aprender inúmeras coisas que, com certeza, já influenciam o meu estilo e maneira de pensar e treinar Aikido.

Sensei Filip durante a segunda parte do seminário em Tauranga

Também treinei Kenjutsu, bem diferente do estilo Aikiken que estava acostumada. Até a maneira de segurar a bokken muda (mais fechadinha) e o cumprimento uke-tori para iniciar a técnica. Foi um parto até conseguir fazer direitinho e acredito que poderia ter feito muito mais.71881_10151315747263732_305596623_nParticipei do seminário realizado em Tauranga (veja o vídeo!), no qual pude treinar com pessoal daqui, sem importações de outro continente, e ver qualé que é do Aikido kiwi. Posso dizer que tem muita gente legal e amigável e com técnicas boas, como esperado! Percebi também que realizam viagens para o Japão anualmente, uma vantagem de quem mora para estes lados (não que o Hombu Dojo esteja perto, ainda dá umas 11 horas de voo). Vish, tá “facio pra ninguém”1170830_10151648857568732_1794621426_n
Finalmente aprendi essa técnica… só que não XD1185899_10151648848633732_745794495_nPose pra foto tralaláP1030574Pessoal de Tauranga, Auckland, Taupo e Hamilton.

Treinar aqui foi uma ótima experiência.. Recomendo aos interessados contatar o sensei Filip por email ou telefone mesmo, ele é bem acessível e atencioso.

Vielen Dank für die wunderbare Erfahrung und die gute Freundschaft! Ich hoffe, dass wir uns bald treffen. Du und Jane seid in Brasilien herzlich willkommen! 😀

Não vejo a hora de compartilhar o que aprendi aqui quando voltar ao tatami curitibano.